terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Perhaps by chance - 8

Digamos que não demorou 15 minutos até que James me deixasse na frente do prédio da casa da Erika. Passamos todo o caminho calados e em cada sinal vermelho que parávamos ele me encarava como se quisesse obter alguma resposta... Mas eu não tinha nenhuma, não agora.
 - Acho que tá na minha hora. - Disse saindo do carro.
- Mery? - James puxou-me o braço para si.
- Sim? - O olhei incrédula. 
- Da próxima vez que você sair comigo, escova os dentes. - James finalizou e deu uma gargalhada jogando os seus braços para trás apoiando sua cabeça nelas.
- Vai te catar, James. - Sair bufando do carro e batendo os pés até o elevador. Subi até o 9º andar do prédio e fui em direção até o apartamento da Érika, eu não sabia exatamente se já tinha passado das 23hrs da noite, mas pude perceber que era bem tarde pelo simples fato de que todo o corredor estava silencioso, o que era bem bizarro. Abrir a porta do apartamento da Erika e encontro os tênis do David no meio da sala juntamente com os saltos da Erika, como eu já imaginava o que tinha acontecido fui em direção à cozinha apenas para beber um pouco de água e para processar o que tinha acontecido ali. Peguei um copo e o enchi com a água e logo depois disso, assim que me viro, encontro um David Luiz sem camisa e o cabelo mais escandaloso que já tinha visto.

(...)

- Nossa...- Disse olhando o físico do meu querido amigo.- Você tá bem, hein? 
- Isso são horas? - David cruzou os braços e encostou-se na porta da cozinha. - Aonde você estava e com quem? - Perguntou-me mais uma vez e aparentemente irritado.
- E você, Dadá ? O que faz aqui? Por que até aonde sei, quem mora aqui é a Erika e há proposito, cadê ela? E por que está sem camisa? - Deixei o copo com água de lado e me pus na frente do David na mesma posição que ele.
- Não responda as minhas perguntas com outras perguntas, Vitória ! - David apontou-me o dedo com autoridade, eu já estava me irritando com a forma em que ele me tratava. Eu não era uma criança, eu já sou maior de idade e sei muito bem me virar sozinha, não preciso de uma palmeira de 1,89 cuidando de mim.
- Tira esse dedo da minha cara, David. - Abaixei o seu dedo e fui em direção a sala.
- Não vai responder-me? - David seguiu meus passos e quando viu que não sairia nada da minha boca, jogou-se no sofá. - Ok, você ganhou, Vitória.- Disse levantando suas mãos para o alto como se estivesse se rendido de algo. - Eu fui pra cama com ela, por isso que estou aqui e ela está lá em cima dormindo. Finalmente conseguir colocá-la para dormir, essa mulher é absurda bêbada. 
- Por que foi pra cama com ela tão cedo ? - Perguntei mais para mim, por que pelo que conheço dos dois, eles não são desses tipos de coisas...Digo, eles são da linha "super corretos " e não eram de tomar todas e depois irem para cama com qualquer um.
- Por que você tá me fazendo essa pergunta? - David olhou-me confuso.
- Por que vocês não são disso. - Retruquei.
- Acho que por isso aconteceu. - O olhei confusa e rapidamente David correu para explicar-se. - Por que somos parecidos, nos entendemos do nosso jeito sabe? Ela é durona e eu sei lidar com isso.
- É, eu sei que você sabe... Todos sabem! - Falei olhando  para a grande janela que tinha em minha frente, onde pude ver que o dia já estava nascendo. 
- Todos? - Perguntou.
- James, me disse. - Falei
- James? Você o James estão se entendendo? - David deu um pulo no sofá e ficou de frente para mim.
- Ele me beijou, dadá. - Disse fazendo o mesmo que ele e colocando um bico de criança birrenta.
- O QUÊ? - David gritou.
- Fala baixo, imbecil... - Coloquei uma das minhas mãos em sua boca e me certifiquei de que não tinha acordado a Érika. - E foi só um beijo e um beijo sem compromisso, você sabe que eu não sou de me apegar....
- E por que você tá com esse brilho idiota nos olhos? - David tirou a minha mão de sua boca e se colocou novamente de braços cruzados para mim.
- Eu não tô com brilho idiota nenhum nos olhos, David. - Esfreguei meus olhos com as mãos.- Isso é sono.
- Meryelly, olha pra mim... - David falou e eu continuei esfregando os olhos. - MERYELLY, OLHA PARA MIM! - David ordenou e puxou meu rosto com as duas mãos para que olhasse para ele.
- O que é caralho? - xinguei apenas por implicância, David odiava quando eu agia como uma puta desbocada.
- Odeio quando você age como uma puta desbocada... - Falou largando meu rosto e jogando-se no sofá.
- David...- Levantei- do sofá e fiquei de frente para ele. - Foda-se ! - Falei e sair correndo para o meu quarto, deixando o David e suas perguntas por ali. Quando subi ao meu quarto, pude ouvir meu celular apitar lá de baixo da sala, acho que se ele não tivesse apitado eu não lembraria dele.
 -  É DO JAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMES. - David gritou da sala, inconveniente... Eu aposto que ele tinha visto pra saber quem era. Desci as escadas com a maior cara de tédio do mundo e graças a Deus não encontrei o David por lá. 
Peguei meu celular para ler a mensagem e joguei-me no sofá... E realmente era do colombiano. 



          " Eu sei que você vai querer quebrar a minha cara, mas acho que precisaria fazer isso antes de dormir.... Quero te ver novamente e prometo não te agarrar, só se você não estiver tão linda como esteve hoje, porém como sei que é impossível.... Não te prometo nada, só me encontre amanhãs as 16hrs da tarde Parque Del Oeste . Você sabe onde fica? Se não souber, tudo bem, eu posso buscá-la. Boa noite,Vitória, até mais tarde. 

   Ps: Eu não aceito não e muito menos nunca como resposta. " 

       Alguém tem que ensinar para esse colombiano, que educação é uma coisa que vem de casa e respeitar a privacidade dos outros também... Eu iria aceitar este convite, só pelo simples fato de desafia-lo. Se ele queria uma joguinho, é um joguinho que ele vai ter.
 Pena que mexeu com a jogadora errada.

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